segunda-feira, agosto 16, 2004

Zagolina!!

Por causa duma conversa sobre o aumento brutal do petróleo e dos seus efeitos ,comecei a imaginar a situação de chegarmos a breve trecho ao esgotamento desse motor energético,de termos de ,por exemplo, ir para o trabalho de bicicleta ou carroça(passou-me o filme do Mad Max II,pela cabeça) .
Amanhã ,terei o ultimo litro de gasolina no meu carro.
Amanhã o gasóleo da fábrica de texteis e calçado,vai acabar.
Os Voos foram cancelados.
...

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Porquê o Mad Max II? N'O Senhor dos Aneis (I, II ou III) também recorrem a energias e meios alternativos, incluindo a magia. Já no Matrix a fonte de recurso é menos agradável, mas no Exterminador Implacável (I, II ou III) há energia futura com fartura.
E depois, breve trecho são ainda alguns anos, em que a nova geração de fontes de energia se vai impôr e empurrar as nossas futuras transviaturas.
Por mim, já tenho bike e prancha de bodyboard...

7:19 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Importante, seja qual for o filme, é termos consciência de que o nosso legado ambiental para as gerações futuras, não é brilhante.
Quanto às gerações presentes, é cada vez mais necessário, nos ditos paises desenvolvidos termos em conta a necessidade de uma gestão sustentada do ambiente e a adopção de políticas que impliquem verdadeiras mudanças de comportamento dos consumidores.
Blue Velvet

11:06 da manhã  
Blogger PF de Sines said...

Pois eu, que de gasolina sei pouco e não gosto do cheiro, decidi que não deixarei a anunciada escasez do fóssil inflamável perturbar-me assim tanto por aí além.
O preço da gasolina tornar-se-á proibitivo? Muito provavelmente. E provavelmente será racionada para os serviços indispensáveis como ambulâncias, carros de bombeiros, polícia. Sim, eu sei. É claro que muitos litritos serão misteriosamente desviados e aparecerão nos depósitos das limusines de alguns poderosos e outros habilidosos. E depois? Sempre assim foi, porque haveria de ser diferente?
Deixaremos de poder pegar no nosso bolinhas e dar a volta pela marginal de Sines, ver as ondas a bater na Costa Norte e no molhe derrubado, antes de entrar na via rápida para o trabalho? Muito provavelmente. Mas as ondas continuarão a bater na rocha. E sempre foi possível ir a pé até ao Muro da Praia. E vai continuar a ser...
Não poderemos meter o bólide no IC-33, largados a 110 (ups! isto não se diz, olha o radar!) rumo à A2, a 140, para ir ver o Mad Max XIV às salas do HiperGigaMegaSuperMacroShopping? Ohhh, que pena... Mas já agora, para quê ir ver o Mad Max XIV a 150 km de distância se até cá temos a Sala das Fitas? Pois é...
E quando quisermos ir até Oleiros (eu poupo o trabalho de ir à cata do mapa, é um daqueles concelhos da Beira Interior onde nem o Diabo passou... mas o lume passa todos os Verões) ver a família já não poderemos encafuar-nos na nossa caixinha de lata, desesperando, A23 afora, pela próxima área de serviço, ai que já não aguento mais, vai mesmo aqui na berma... Pois é, a linha da Beira Baixa também vai para lá, passa-se na ponte do Tostão, vê-se a Barquinha, Constância, o Castelo de Almourol e as Portas do Ródão (e as carruagens têm WC e pode-se andar de pé e tem um barzinho e...).
Está dito.
É claro que, em termos puramente pessoais, não poder usufruir do meu automóvel afectará o meu modo de vida actual. Mas, quando eu era um típico puto urbano, não havia nenhum carro na família. Agora eu tenho um, a minha Santa tem outro e o puto só não tem porque ainda não tem dezoito anos... E será que fazem mesmo, mesmo, mesmo falta?... Uma rede de transportes públicos, energeticamente eficiente, e organizada para servir a população cumpre todos estes requisitos. E até há algumas cidades que já perceberam isso e não estão a esperar pelo fim do petróleo. E os cidadãos usam os transportes públicos. E funcionam.
Sim, eu sei. Não estou a ver para além do meu umbigo. Não estou a ver a padaria a subir o preço do pão, porque o gás aumentou brutalmente, ou porque têm de amortizar o custo do novo forno eléctrico. Ou, como dizes, escalarem os preços dos textêis e dos sapatos. Mas gostarei menos da minha Alminha só porque usa a mesma saia que usou no Verão do ano passado? Teremos mesmo de esvaziar os roupeiros todos as Primaveras e todos os Outonos?O meu avô era sapateiro e o meu pai ainda teve tempo de me ensinar uma ou duas coisas que aprendeu com ele. A forma de ferro e o ferro de brunir ainda lá devem andar algures em casa... Ficarei assim tão mal servido com umas meias solas novas?
O preço de algumas matérias primas subirá. Os supermercados deixarão de dar os sacos de plástico? E depois? A tua mãe não ia à praça de alcofa? O rádio do teu pai não tinha uma caixa em madeira? Quando o plástico acabar (ah pois, o petróleo não serve só para queimar...) não teremos alternativa a procurar novos materiais (e a utilizar melhor os que temos). E não tenho dúvida que eles surgirão. Tal como o aço surgiu com a revolução industrial e o plástico com o petróleo.
Não, Zé, não estou a ser miserabilista nem advogo o retorno às cavernas. Mas, caramba, entre a agricultura de subsistência da palhota e o deitar fora só porque vem uma foto nova na revista cor-de-rosa, não haverá espaço para um bocadinho de bom senso?
Eu gosto de acreditar que sim. Que nós, espécie humana, esticamos o lençol até onde ele chega. E depois de não esticar mais, aprendemos a encolher as pernas para caber lá em baixo... E se for preciso dormimos agarradinhos a quem partilha connosco a cama. Calorzinho bom...
Está a acabar o ciclo do petróleo. Sim. E depois? O ciclo do carvão já tinha acabado, e antes desse, o do vento, e antes desse o das bestas de carga e,...
O próximo será o ciclo do nuclear? Do eólico? Do solar? Não sei. Mas sei que a necessidade aguça o engenho. E acredito que não se desiste.
Cada ciclo teve o seu motor, as usas inovações, o seu progresso, o seu desenvolvimento, as suas estruturas sociais. O próximo também trará. Antes de nós, muitos passaram por mudanças tão radicais como as que nos esperam. Sofremos. Mas sobrevivemos. Quem sabe o que é uma abegoaria? Pois...
Não há nada de novo debaixo do Sol...

Mas este é um blog de música, não é? Que grande seca te estou a pregar!
Não enterres a cabeça na areia. Mas também não batas com ela que te vai fazer falta...
Keep cool...

12:32 da tarde  

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